Conversando hoje com amigo, pude refletir algo do qual eu há algum tempo já tenho percebido: a falta de inovação no Brasil.
Os EUA não são a maior economia mundial a toa, desde a base, as crianças já são educadas sobre empreendedorismo e exercitar suas criatividades nas diferentes áreas do saber. Aliar a teoria à prática não ocorre somente no ensino superior, desde jovens, os cidadãos são orientados a contextualizar assuntos.
O Google surgiu em uma garagem, com o desenvolvimento de uma ideia e de um produto. Alunos com excelentes rendimentos durante o colegial conseguem bolsas para cursar a faculdade, assim como mostrar resiliência, talento e criatividade.
É comum ocorrer também a venda de ideias de produtos, serviços ou processos de alunos do ensino médio para grandes empresas interessadas. Vislumbrando o uso e o potencial do que se foi criado e a capacidade do mesmo em gerar lucro. Ambos ganham, logo, percebe-se um estímulo à criação e inovação.
Na universidade, sobretudo na área de tecnologia, ocorre cotidianamente descobertas e evoluções em robótica, tecnologia da informação e áreas afins. Em administração, novos paradigmas e mensurações de resultados. Em marketing, novas formas de comunicar-se com o público. Em engenharia, novas máquinas, novos edifícios e novas composições de alimentos.
Observando o contexto brasileiro, percebe-se que as universidades ainda caminham a passos lentos na área da inovação. Claro, existem vários projetos inovadores, entretanto ainda são poucos em relação a capacidade de pesquisa das instituições. Professores antigos, métodos ultrapassados, excessos burocráticos, falta de incentivos financeiros e estruturais são motivos que impactam essa realidade.
Imagine um aluno elaborar um projeto, passar horas acordado e abdicar de seu lazer para construí-lo. Ao chegar com seus professores, ouvir críticas (leia-se: não construtivas) por não desejarem sair de suas zonas de conforto; não obter o apoio necessário e até mesmo ter a influência em abandonar a ideia. Talvez este tipo de comportamento auxilie a justificar o Brasil na posição 81ª no ranking de competitividade de países, ficando atrás do Chile, Indonésia, Ruanda, Peru, Sri Lanka e Cazaquistão.
Importante ressaltar que a falta de incentivo à inovação, reduz a capacidade produtiva de brasileiros, influenciando negativamente a atração de empresas multinacionais no país, impedindo a geração de emprego, renda e aperfeiçoamento da economia.
Com a falta de perspectiva, ocorre a fuga de cérebros, ou seja, profissionais migram pra outros países que ofereçam melhores oportunidades profissionais e maior desenvolvimento de suas competências. Deixando seu país de origem para os de primeiro mundo.
Em um mundo em que a globalização deixou de ser tendência para tornar-se realidade, cultivar ações burocráticas e desestimulantes perpetua dificuldades em lidar com tendências e melhorar a economia, não capacitando de forma correta a mão de obra e ficando de fora da corrida internacional por tecnologia. Reduzindo desta forma, abertura de novos negócios, economia nacional fortalecida e população participativa. Talvez isso ajude a explicar nosso atual contexto: crise na economia, crise política e crise em nossas maiores instituições.
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