Esta semana participei de uma pequena discussão em uma postagem no facebook. Em alguns pontos ela foi extremamente positiva, afinal, entender os argumentos de terceiros e refletir quanto a eles, assim como aperfeiçoar os nossos próprios são os objetivos de discussões.
Infelizmente, tenho percebido que discussões, independente da natureza, têm se baseado em xingamentos, onde seus membros encaram argumentos sob uma perspectiva pessoal, ofendem parentes, mães, dentre outros tipos de ridicularidades que não convém citar. Muitas pessoas não têm tido ciência de que cada um apresenta particularidades, pré disposições e vivências diferentes, que influenciam de forma direta nossa forma de pensar e agir. Tentam impor suas opiniões, obrigando os demais a aceita-las, não cabendo contra argumentos, nem questionamentos.
Voltando para a discussão em que estava envolvido, uma certa pessoa afirmou " mas eu sou uma intelectual!" e tornou a reafirmar sua opinião de forma a fazer com que acreditássemos ou concordássemos. Por fim, não demorou tanto e a discussão foi encerrada.
Comecei a me questionar sobre os "intelectuais" que forçam os outros a concordar com suas ideologias e não a de fato debater, visando enxergar outros aspectos sobre o tema debatido. Visualizando outras discussões em outros grupos na mesma rede social, constatei que antes da racionalidade estar presente, o orgulho tem se antecipado. Desconfigurando desta forma, as conquistas que o diálogo permite. Tem se falado muito e ouvido pouco.
Socialmente, temos pessoas que poucos conhecem, pois se fecham para seus próprios pensamentos, preconceitos podem ser criados e a socialização é impactada, uma vez que seus membros não a desejam.
Em uma nova Era da História, da Informação, não compartilhar-las e/ou não estar apto a recebê-las acaba por ser uma ofensa a todo aqueles que por anos tentaram, pereceram para pessoas como eu e você conquistássemos o que conquistamos: liberdade.
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