Sempre procurei ser um rapaz estudioso, ainda que muitos enxerguem
isso como uma tentativa de enaltecimento próprio, nunca acreditei
que ser melhor do que os outros. Não me julgo como “mais capaz”
ou “mais inteligente”, creio que meu nível de esforço para o
aprendizado, difere daqueles que não o fazem. Ler talvez seja meu
maior hobby desde os 4 anos de idade, aquilo que me impulsiona a
conhecer. Por razões óbvias, como gostos e afinidades particulares,
não espero que todo mundo partilhe do mesmo sentimento.
Constantemente sou julgado por não aceitar uma nota oito, ou tirar
nove e meio (quando sei que sou capaz de tirar um dez), há quem me
chame de metido e até “ridículo”, porém de forma alguma isso
me afeta, até dou gargalhadas da situação.
Acredito que todos temos capacidades e potencialidades, que por
muitas vezes (comodismo como grande exemplo) não são aperfeiçoadas,
impedindo nosso grau de desenvolvimento intelectual e racional que
impacta no social (mostra quem realmente somos e como agimos).
Sou universitário e desde o início do curso vejo muitos “adultos”
(muitos se gabam de se considerar como tais) comportando-se como
adolescentes empolgados. Sei que esta realidade não é exclusiva a
mim, por isso ela é tão preocupante: é um problema cultura. Estas
pessoas que tanto dizem que almejam ser “ótimos profissionais’ não
estudam, faltam aulas por pura vontade, confirmam presença e saem da
sala para realizar atividades fúteis, são incapazes de ler a
bibliografia, ter uma opinião própria sobre as diversas matérias e
o pior: colam nas provas, alguns só confiam no bendito “lembrete”.
Se regojizam ao contemplar ótimas notas, que nada mais são do que
resultados da sua falta de educação. Ficam felizes por ter recebido
um mérito da qual não merecem.
Colam porque não sabem;
Colam porque não querem saber;
Colam porque querem tudo mais fácil.
Colam porque confiam no seu resultado, aquele que não merecem.
Não são inseguros, são acomodados, preguiçosos e sim, corruptos e
desrespeitosos.
Engraçado que estes “adultos” não tem vergonha de agir de tal
forma, hoje é até natural. Mas as crianças se revelam quando são
pegos e as desculpas brotam, como se fosse justificável. O problema
é o professor, “ele não sabe ensinar”. Quando não entregam um
trabalho no prazo (que muitas vezes não fizeram), procuram
reivindicar procurando desculpas ilusórias. "Estão pagando”; São incapazes de assumir seus próprios erros.
Quando se formam sentem dificuldades. Cometem erros “bobos”, são cheios de dúvidas, não sabem se comportar.
Essa é a nossa geração mais bem qualificada, porém é a que menos tem
conhecimento.
Num mundo de hoje individualista, onde os valores são secundários pra maioria das pessoas, o que sempre vai prevalecer, é a nossa conduta e princípios perante nós mesmos. O diferencial, toma como base a determinação, o foco e um bom planejamento estratégico. Parabéns! !
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