Empatia, substantivo abstrato.
Desde crianças somos educados a respeitar e amar o próximo, colocar-se no lugar do outro para entendê-lo, entretanto, este comportamento não vem sendo praticado por um bom tempo. Empatia não é preconceito, muito menos aceitação incondicional. Empatia é compreensão, e por consequência respeito.
No mundo político, em que cada ator deste espetáculo visa satisfazer seus próprios objetivos e não o da coletividade, a empatia se torna mais uma palavra com significado restrito ao dicionário. A cidadania continua sendo empregada de forma errada.
E a ciência? Grande responsável pela evolução da sociedade. Por meio de suas descobertas, hipóteses e teorias, o Homem alcançou um domínio do natural além do imaginado séculos atrás e perpetuou acontecimentos que a criatividade de Hollywood não alcança. No âmbito social, psicologia e sociologia foram vitais para a compreensão do mundo em que vivemos, bem como o entendimento das causas e consequências das ações dos agentes sociais. É importante ressaltar que para uma teoria ser considerada científica, é necessário que um método de verificação seja aplicado visando explicar algum ponto, caso o método ofereça os resultados esperados várias vezes, eis que uma teoria científica nasceu.
E a História? Grande contadora da caminhada do Homem e da sociedade durante milênios. Ela nos ensina a forma e o porquê das coisas terem acontecido, a sequência de fatos e as lições e pensamentos de personalidades que marcaram gerações. Aprendemos também o comportamento das pessoas nas diferentes eras e a própria forma como as sociedades se organizavam.
Os gregos os ensinaram os primeiros passos da democracia, a qual evoluiu com o tempo; os romanos nos ensinaram o Direito e importância do conjunto de leis; Jesus nos ensinou a fazer o bem e amar ao próximo. Infelizmente, hoje vemos os principais líderes da sociedade se opondo a isso. Políticos, juízes e mestres, que passaram anos estudando para alcançar o sucesso profissional esqueceram a ética e a empatia no caminho, as virtudes que deveriam guiá-los, tornaram-se pedra e desapareceram como pó.
A Justiça, cega; deveria prezar pelo equilíbrio da balança e redução da desigualdade, mas aqueles que encenam o espetáculo político, a cobrem com um teto de vidro e sussurram coisas no seu ouvido. Ocultam a má fé, sob a fraude da boa vontade.
Dizem que a orientação sexual do outro é doença e precisa ser curada, como incapacidade de entender e respeitar o outro. Beira ao ridículo a falta de prioridade nos assuntos políticos, talvez em um desespero de sair do poço de lama a qual, todos os dias, cavam mais fundo.
Julgam como normal uma homem ejacular em mulher no ônibus, violando não somente a moral e o pudor, mas o próprio conceito de "homem racional", ao agir como o mais insensato animal. Enquanto que sentir atração por alguém do mesmo sexo é tachado como doença.
Os que pensam assim, sem dúvida não entendem que na Grécia antiga e nos demais períodos históricos que se seguiram, o homossexualismo foi considerado como normal.
Entretanto, a intolerância sempre foi o mais devastador dos vírus. Ela torna o filho em desconhecido, a família como alvo, o vizinho como errado e o próximo como inferior.
No auge desta irracionalidade, tenho inveja dos animais. Eles não julgam os demais pelo que desejam ou preferem, apenas são o que são. Temos muito que aprender com eles.
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