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Resenha: Tell Me You Love Me da Demi Lovato!

Aguardado por seus fãs e super aclamado pela crítica, a americana Demi Lovato liberou nas primeiras horas de hoje (29/09) seu sexto álbum de estúdio Tell Me You Love Me que já é um grande marco na sua carreira!

Por que estão falando tão bem dele? Dá uma olhada (sacou a referência?) na resenha de cada música que compõe o álbum:

1) Sorry Not Sorry: Single já conhecido, super divulgado, balada dançante que vai além de batidas de eletro pop e EDM, e graças a Deus, fora do reggaeton que são lançados todos dias e que não aguentamos mais. Demetriazinha usa seu poder vocal para nos fazer dançar por alguém que não a mereceu. Cheio de altos e baixos em seus acordes, ta explicado o sucesso  nas pistas de dança ao redor do mundo.

2) Tell me You Love Me: que início lindo, digno do Princípe do Pop, vulgo Justin Timberlake. A faixa título do álbum implora por amor e perdão e apesar da música manter um ritmo midtempo,a voz com alguns recursos de delay, transparece o arrependimento sinceridade de alguém que sabe que errou e se desculpa por isso. Admito que eu queria uma flauta no último verso do refrão. Apesar disso,a música é um tanto genérica para ser título do álbum.

3) Sexy Dirty Love: pelo título, balada romântica não é. Os acordes de baixo guiam nossos passos, é o eletropop que bombaria em 2008-2009, mas também com pegadas R&B de Bruno Mars. Apesar de manter o ritmo, os agudos da Demi te fazem dançar de forma inconsciente, quando menos percebe, já está obcecado pela música.

4) You Don't Do It For me Anymore: apesar do nome para um letreiro e instrumental bem simples, Demi deixa claro que o foco da música é a sua voz. Não espere por pianos e grandes instrumentais, a música é simples e seu objetivo é nos cativar com o poder vocal da estrela de Camp Rock.

5) Daddy Issues: relembrando problemas passados com seu pai e um boy que não da tempo, Demi mergulha em um europop que te faz gritar enquanto dança na balada, se não souber do que a letra se trata.

6) Ruin The Friendship: música que poderia ter sido de Alicia Keys, so pela forma como começa, já deixa claro que a música cai bem em um Happy Hour ou na trilha sonora de Gossip Girl. Classificada também como um Soul/R&B lounge, mais moderno, sem batidas altas, Demi fala em nossos ouvidos sobre como pode acabar com a amizade, fazer com que ela avance um nível. Amizade colorida, quem nunca? Já pode ser adicionada nas playlist pra fazer coisinhas (ORDINÁÁÁÁÁRIA).

7) Only Forever: quando a música começa, você pensa: LÁ VEM DEPRESSÃO, mas até que não. Também na lista de soul lounge, não larga de mão a forma intimista de guiar a música e pra não deixar ela sair da cabeça, o refrão torna-se repetitivo. Favor, faça amor ouvindo essa música, e não transe como se o mundo fosse acabar amanhã. Obrigado.

8) Lonely: primeira colaboração do álbum, inicia  de forma similar as músicas da Christina Aguilera (mas sem os gritos). Dj Mustard nos oferece mais uma música com sua marca registrada: R&B com ar de hip-hop, mas sem batidas grotescas, algo que Jay-Z deve aprender a fazer. ADORANDO os graves ao cantar "fucking lonely", ao que até então a cantora não havia feito. Lil Wayne é a cereja no bolo citando Tony Braxton com belos versos poéticos, de um casal que já não se atura.

9) Cry Baby: alguém mais lembra de Sherek quando a música começa? Do hino atemporal Hallelujah. O tipo de acorde que te faz implorar por mais até que o tom aumenta no refrão e você apenas sente, vira a cabeça para o lado, finge que está chorando e se sente em um video clipe. É assim que a música te deixa. E que guitarra é essa? ME LEVA SENHOR. A música é para aquelas pessoas fortes, que choram quando não tem ninguém por perto, e que também pagam pelo que já fizeram.

10) Games: TOMA DUBSTEP (amém Britney), apesar de seguir um lado menos brusco do dubstep e do EDM, Demi nos forneces uma midtempo que cresce e nos faz dançar para deixar de ser besta para os embustes da vida.

11) Concentrate: A mudança brusca na música te faz pensar que é propaganda do spotify, até que você se acostuma com o ritmo incomum, experimental. Um tanto acústico, tem momentos que faz lembrar de Colbie Caillat. Perfeito para pocket shows ou para Unplugged na MTV (seria meu sonho?)

12)  Hitchhiker: O Ritmo R&B com acordes do violão e decorrer da música parecem ter sido produzidas por Ryan Tedder. Seria o tipo de música que estaria nas paradas no ano de 2006.

Aqui se encerra a verão Standard do álbum hinário. Na versão Deluxe, apenas são incluídos as duas músicas abaixo:

13) Intruction: Já conhecido feat é feita basicamente para dançar, poderia ter sido de Jennifer Lopez com Pitbull (risus).

14)  Sorry Not Sorry (acústico): continua boa como a versão original só que com elementos do Gospel, mas vamos ficar com a batida dançante e dançar na piscina e se esfregar nos outros, é melhor!

Nossa Demizinha cresceu gente! Depois de 5 álbuns, sendo o último muito genérico, Demi finalmente encontrou sua voz e a utilizou de forma agregadora ao longo do álbum, nem todas as músicas ela grita ou tenta nos fazer dançar. As referências a Christina Aguilera são gritantes, o que ja é um grande elogio. Demi mostrou não ser mais a menina com músicas pop e comerciais, ela cresceu e tornou-se detentora de uma das melhores vozes da geração sem utilizar músicas que seriam cantadas de forma exagerada em programas como The Voice ou X-Factor.

Ela utilizou sua voz para nos passar sentimentos, dor e ousadia, sem baixar o nível ou nos impregnar com batidas excessivas. Acima de tudo, ficou longe das batidas que impregnam as rádios e deixam as músicas parecidas seja com o reggaeton ou com batidas que nos remetem a Ed Sheeran. Afinal, ninguém mais aguenta Shape Of You.

Parabéns pelo trabalho Demi, agora só esperar o Grammy vir e que novos trabalhos tão bons quanto esse sejam duradouras em sua carreira. PISA MAAAAAAAIS.



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